© 2025 Ministério da Agricultura e Pecuária. Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial. A responsabilidade pelos direitos autorais de textos e imagens desta obra é do autor.
Ano 2025
Elaboração, distribuição, informações:
Ministério da Agricultura e Pecuária
Secretaria de Defesa Agropecuária - SDA
Departamento de Serviços Técnicos - DTEC
Esplanada dos Ministérios, Bloco D, Anexo, Ala B, 4º andar, sala 433
CEP: 70043-900, Brasília - DF
www.agricultura.gov.br
e- mail: cgal@agro.gov.br
Central de Relacionamento: 0800 704 1995
Equipe Técnica:
Ana Cristina Gonçalves Pinto da Rocha
Ana Carolina de Oliveira Nascimento
Anapolino Macedo de Oliveira
Aerlem Cynara Silva
Ana Karina Cunha Callado
Andrea Padilha de Alencar
Anselmo Vasconcelos Rivetti Júnior
Antônio Augusto Fonseca Júnior
Cid Aristóteles de Siqueira Alencar
Dilmara Reischak
Fernanda Gomes Cardoso
Isabela Ciarlini de Azevedo
João Marcos Nacif da Costa
Juliana Nabuco Pereira Otaka
Luanda Bispo Santos do Nascimento Maués
Luciana Amaral Pinto
Luciana Rabello Ferreira
Luciana Taborda Corrêa
Marcelo Fernandes Camargos
Marco Antônio de Carvalho Marques Serqueira
Paulo Martins Soares Filho
Patrícia Gomes de Souza
Rene Ribeiro da Silva
Sheila de Matos Xavier
Silvio Orlan de Castro Chaves
Soraya Cecilia Albieri Camillo
CGAL
|
Macroprocesso: Laboratórios |
Objetivo: Realizar a padronização, harmonização, atualização e a unificação dos procedimentos para execução de ensaios laboratoriais da área de Diagnóstico Animal, , destinadas aos laboratórios oficiais e credenciados da Rede Nacional de Laboratórios Agropecuários |
|||
|
Processo: Análises Laboratoriais |
||||
|
Entrega: Segurança e saúde dos rebanhos animais |
Público alvo e demais interessados: Laboratórios oficiais e credenciados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) |
Versão do documento: 2 |
||
|
Setor responsável e responsabilidades A Coordenação Geral de Laboratórios Agropecuários do Departamento de Serviços Técnicos é responsável pela elaboração, atualização e envio para aprovação deste manual, tendo responsabilidade quanto aos procedimentos descritos no documento. |
||||
Não aplicável.
Não aplicável.
O presente manual possui vigência e prazo indeterminados e será revisado sempre que necessário, pela Coordenação Geral de Laboratórios Agropecuáriosdo Departamento de Serviços Técnicos (CGAL/DTEC).
A gestão desse manual está sob a responsabilidade da CGAL/DTEC que prestará auxílio ao público alvo leitor dúvidas e/ou sugestões quanto à aplicação deste manual devem ser submetidas ao Departamento responsável.
A publicação e atualização das versões na plataforma oficial da SDA para acesso pelo público alvo será de responsabilidade da Secretaria representada pelo DTEC.
O objetivo do Manual é reunir os métodos analíticos a serem empregados na execução de ensaios laboratoriais da área de Diagnóstico Animal da Rede Nacional de Laboratórios Agropecuários (Rede LFDA e Laboratórios credenciados junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária).
São consideradas amostras para o diagnóstico da Tuberculose, amostras de tecidos ou órgãos de animais infectados com o microrganismo, com ou sem lesões sugestivas de tuberculose:
I - Isolamento
a) linfonodos.
b) Fígado.
c) Pulmão.
d) Lesões sugestivas.
II - PCR (Biologia molecular)
a) Linfonodos.
b) Fígado.
c) Pulmão.
d) Cultura bacteriana.
e) Lesões sugestivas.
I – A manipulação das amostras para isolamento e para biologia molecular para a detecção de Mycobacterium deverá ser realizada em nível de biossegurança 3.
II – Para a PCR, todos os procedimentos após o tratamento das amostras serão realizados no laboratório com nível 1 de biossegurança.
III – Todas as amostras recebidas para diagnóstico de Tuberculose deverão ser registradas em formulário próprio. Neste mesmo formulário, deverão ser preenchidos, no momento do processamento da amostra, os campos Lesão (sim ou não) e Início da análise.
IV – No caso das amostras que forem submetidas a diagnóstico por isolamento, deve-se registrar os dados do diagnóstico em formulário próprio.
V – Quando for necessário o estoque das culturas de campo isoladas, registrar o estoque em formulário próprio.
VI – Para atendimento aos Programas e Controles Oficiais do MAPA os laboratórios credenciados somente receberão as amostras previstas na legislação em vigor para as finalidades e ensaios previstos no seu escopo de credenciamento.
VII – Deverão ser obedecidos os critérios de verificação de conformidade das amostras estabelecidos no Volume I - REGRAS GERAIS.
VIII – As amostras deverão ser encaminhadas congeladas ao laboratório, individualmente e obedecendo a critérios de biossegurança.
I – O desempenho dos métodos de ensaio deverá ser verificado conforme definições estabelecidas pelo Manual da CGAL para validação de métodos moleculares.
II – Todos os insumos utilizados na análise devem ser controlados e previamente testados e aprovados.
III – O laboratório deverá realizar os ensaios obedecendo às temperaturas preconizadas pelo fabricante dos insumos.
Nota 1: Com relação às temperaturas preconizadas pelo fabricante dos insumos:
I – Quando esta informação não constar na bula o laboratório deverá consultar o fabricante, mesmo que a indicação seja de realização a temperatura ambiente.
II – Quando não informado pelo fabricante, serão considerados como temperatura ambiente, valores de temperatura entre 18 e 25ºC.
IV – Antes da utilização dos insumos, realizar a avaliação de todos os parâmetros referentes aos lotes e valores de ponto de corte dos critérios interpretação dos resultados.
V – O laboratório deve estabelecer um meio de avaliação apropriado para todos os insumos utilizados nos ensaios.
VI – Devem ser retidos os registros dos controles dos ensaios realizados, devendo ser registrada data e responsável de todas as etapas realizadas para cada amostra analisada.
VII – Os resultados encontrados para cada amostra e controles, dados dos insumos utilizados e outras informações pertinentes devem ser registrados em formulários próprios e/ou sistema informatizado do próprio laboratório.
Nota 2: A utilização de sistemas informatizados para registros apenas é permitida quando:
I – A inclusão dos dados for realizada durante a execução e leitura do ensaio, sem anotação prévia em formulários de papel. Dados transcritos não são considerados dados brutos.
II – As alterações de informações estejam prontamente disponíveis e rastreáveis, sem a necessidade de intervenção de especialistas em informática ou geração de logs ou equivalentes.
III – O dado anterior, o responsável pela alteração e a data da realização da alteração estiver prontamente disponível.
VIII – O diagnóstico direto (isolamento e biologia molecular) refere-se à identificação do agente causador da brucelose.
IX – A amplificação de fragmentos do genoma de M. bovis ou de micobactérias do complexo M. tuberculosis, através da utilização de iniciadores específicos, pela técnica de PCR permite inferir a presença destes microrganismos na amostra clínica.
X – O diagnóstico molecular de tuberculose é dado a partir de duas reações de qPCR. A reação denominada IS1081 é realizada primeiro, e tem como alvo o elemento de inserção IS1081 presente em bactérias do complexo M. tuberculosis. Já a reação denominada RD4.88 tem como iniciadores, regiões que flanqueiam uma deleção específica no genoma de M. bovis, conhecida como região de diferença 4 (RD4). Isso garante que os produtos de PCR formados na reação sejam apenas do genoma do M. bovis, visto que, em genomas de outros organismos do complexo M. tuberculosis, o tamanho da região entre os iniciadores é grande o suficiente para inviabilizar a qPCR. Em caso de resultado negativo na IS1081, a mesma amostra de DNA é submetida à RD4.88.
XI – Quando pertinente, o diagnóstico pode ser completado a critério do analista e responsável, pela confirmação através do sequenciamento genético. Neste caso, a amostra de DNA pode ser submetida a três reações de PCR convencional, denominadas Mtub-gyrB, TB11/TB12 (ambas tendo o genoma de bactérias do complexo M. tuberculosis como alvo) e Mb400 (específica para M. bovis).
XII – A PCR em tempo real desenvolvida para avaliar a qualidade da extração de DNA das amostras de tecido é denominada β-actina58 e tem por alvo o genoma de bovinos, ovinos e suínos. Ela não detecta genoma de equinos e outros animais que não sejam bi-ungulados.
a) Descongelar as amostras colocando-as em recipientes apropriados sob refrigeração “Over night” ou à temperatura ambiente por algumas horas até que descongele.
b) Dentro da Cabine de Segurança Biológica (CSB), abrir o frasco da amostra e, com a ajuda de uma pinça, colocar o tecido em um prato de alumínio/placa de Petri e avaliá-lo macroscopicamente para verificar a presença e as características das lesões (figuras 1, 2 ,3 e 4). Em seguida, com auxílio de pinça e bisturi, deve-se seccionar o tecido em pequenos fragmentos.
|
|
|
|
Verificar, semanalmente, se houve crescimento de UFC típica em algum tubo de meio incubado e registrar o resultado observado. As características das UFCs de M. bovis em meio de cultura Middlebrook 7H11 são: aspecto rugoso, bordas irregulares e cor acastanhada, aparecem aproximadamente a partir da segunda semana, sendo mais visíveis a partir da terceira semana (Figura 5). Em meio de cultura Stonebrink (SB) as características das colônias são: arredondadas com bordos regulares ou não, às vezes em forma de ovo frito, cor creme e brilhante, aparecem aproximadamente a partir da terceira semana, sendo mais visíveis a partir da quinta semana (Figura 6).
|
|
Ao final de no máximo dez semanas de incubação dos tubos de meio de cultura, o resultado do isolamento será um dos seguintes:
Registrar estes resultados.
- BAAR: bastonetes delgados, ligeiramente curvos, isolados, aos pares ou em grupos corados em vermelho com o fundo azul.
- Outros microrganismos: corados em azul.
|
|
|
|
|
|
Alternativamente, a identificação das culturas bacterianas obtidas no isolamento poderá ser realizada por meio de provas bioquímicas.
Existindo necessidade de estocagem de amostras de culturas isoladas de Mycobacterium spp., deve-se proceder tal procedimentos em criotubos/Eppendorf contendo Soro Equino ou Meio Middebrook 7H9 20% glicerol.
O reprocessamento deverá ocorrer quando se tratar de uma amostra que apresente lesões típicas e cujo resultado do isolamento após incubação tenha sido um dos seguintes:
O reprocessamento só poderá ocorrer se, durante a etapa de preparação da amostra, tiver sido possível a separação de uma porção adequada de tecido para reprocessamento.
I – Os resultados deverão ser emitidos em documento denominado “Relatório de Ensaio”.
I – Anteriormente ao descarte de amostras e produtos de ensaio, deve ser realizado registro de descarte em formulário próprio e conferência.
II – Os materiais descartados devem ser separados adequadamente entre resíduos químicos e biológicos.
III – O laboratório deve assegurar a biossegurança dos resíduos gerados, e seguir as legislações ambientais vigentes durante todo o processo do descarte.
IV – O resíduo obtido da descontaminação e neutralização da amostra tecidual, antes da autoclavação, deverá ser tratado adequadamente.
V – As superfícies de trabalho devem ser desinfetadas antes e ao final dos trabalhos ou imediatamente após qualquer derramamento de material infeccioso, com solução de Virkon 3,0%, solução de hipoclorito 1% (em caso de pouca ou nenhuma matéria orgânica) ou solução de ácido peracético 0,35 %, por no mínimo 10 minutos.
I – As amostras de espécimes clínicos poderão ser descartadas 60 dias após a emissão do relatório de ensaio.
II – As colônias de Mycobacterium spp. isoladas poderão ser recolhidas em veículos de liofilização e congeladas a -70ºC para posterior envio ao LFDA-MG.
Quadro 1: Oligonucleotídeos utilizados para qPCR
| Oligonucleotídeo | Tipo de PCR | Sequência | Referência |
|
Mbo.IS1081.124.F Mbo.IS1081.124.R Mbo.IS1081.124.S |
qPCR |
5´-AGGAACGCCTCAACCGAGAG-3’ 5´-CCTTCGATCCATTCGTCGTG3-’ 5´FAM-CGACGCCGAACCGACGTCGTC-BHQ13’ |
Sales et al., 2014a Soares Filho et al., 2019 |
|
Mbo.RD4.88.F Mbo.RD4.88.R Mbo.RD4.88.S |
qPCR |
5’-CGCCTTCCTAACCAGAATTG-3’ 5’-GGAGAGCGCCGTTGTAGG3-’ 5´FAM-AGCCGTAGTCGTGCAGAAGCGCA-BHQ1-3’ |
Moura et al., 2016 |
|
β-actina.58.F β-actina.58.R β-actina.58.S |
qPCR |
5’-TGCCGGAGCCGTTGT-3’ 5’-AACCAGTTCGCCATGGAT-3’ 5’FAM-TGATATTGC-ZEN-TGCGCTCGTGGTC-ABKFQ-3’
|
Bielanski et. al., 2009 |
Nota: Para análise do gene constitutivo aplicada a amostras de mamíferos e outros vertebrados que não sejam bi-ungulados, sugere-se o uso do conjunto de oligonucleotídeos para 18S conforme Quadro 1.
O padrão positivo (IS1081 e RD4.88) deve ser o DNA extraído das amostras de referência M. bovis AN5 ou M. bovis BCG ou equivalentes disponíveis no laboratório.
O padrão positivo para β-actina deve corresponder ao DNA extraído de uma amostra de campo.
O padrão positivo deve ser diluído de forma a se obter um Ct (Cycle Threshold) entre 20 e 35.
Nota: A cada análise, sugere-se que seja preenchida uma carta controle. Quando for detectado desvio em relação ao limite superior da carta controle, ainda que o mesmo esteja abaixo de 35, convém investigar e de acordo com critério do analista, a reação deverá ser repetida com o uso de nova diluição da solução estoque do padrão positivo.
Caso a amostra seja destinada a realização de PCR direto a partir de amostra de tecido animal deve-se separar um fragmento de tecido, de aproximadamente 0,5 a 1,0 gramas, preferencialmente com lesão sugestiva de tuberculose, e acondicionar em criotubo contendo 500 microlitros de solução constituída por 450 µl de TE 1X e 50 µl de SDS a 10%.
A inativação e a extração da amostra serão realizadas simultaneamente através da adição de 50 µl de proteinase K e subsequente incubação em banho Maria a 56,5 ºC + 3,5 ºC (são aceitáveis valores entre 20 ºC e 60 ºC, conforme orientação dos manuais dos fabricantes da enzima) por processo overnight.
Em caso de estoque das amostras de tecido para PCR, realizar o procedimento até a etapa de acréscimo da solução de TE 1X/SDS 10% e congelá-las a uma temperatura menor que -20 °C.
A extração de DNA poderá ser realizada através de método automatizado, como por exemplo extração automatizada por beads magnéticas, ou por processo manual como por exemplo extração por colunas de sílica. Os métodos manuais utilizando kits de colunas de sílica são alternativas para o processamento de poucas amostras ou em caso de impossibilidade do uso dos equipamentos automáticos. Os procedimentos analíticos de extração de DNA deverão ser registrados em planilha específica.
Nota: Extrair juntamente com as amostras, um Controle de Extração (CE), correspondendo apenas aos reagentes empregados na metodologia. Este controle é dispensável nos métodos automatizados, como por exemplo, extração por beads magnéticas, cuja manipulação da amostra e processos manuais são mínimos. Já para extração de DNA por coluna, cujo método implica em diversas etapas de transferência da amostra, o Controle de Extração é obrigatório.
Nota: Outras diluições podem ser calculadas de acordo com os volumes necessários para o teste, desde que atendam a concentração final prescrita para o protocolo.
Nota: Considerar o volume para pelo menos uma reação de branco de reação, em que conste apenas os reagentes do mix de PCR e água livre de nucleases como template da reação.
Quadro 2: Insumos e volumes utilizados na qPCR para diagnóstico de M. tuberculosis (IS1081)*
| Reagente | Concentração | Volume | Concentração Final |
| Água livre de nucleases | - | 4 | - |
| PCR MasterMix | 2x | 12,5 | 1x |
| Mbo.IS1081.124.F | 30 µM | 0,5 | 600 nM |
| Mbo.IS1081.124.R | 30 µM | 0,5 | 600 nM |
| Mbo.IS1081.124.S | 25 µM | 0,5 | 500 nM |
| MgCl2 | 25 mM | 4 | 4 mM |
| VOLUME DE MIXPOR TUBO (µL) | 22 | ||
| VOLUME DE DNA (µL) | 3 | ||
| VOLUME TOTAL(µL) | 25 |
*As condições da reação podem ser modificadas de acordo com o kit utilizado.
Quadro 3: Insumos e volumes utilizados na qPCR para diagnóstico de M. bovis (RD4)*
| Reagente | Concentração | Volume | Concentração Final |
| Água livre de nucleases | - | - | - |
| PCR MasterMix | 2x | 12,5 | 1x |
| Mbo.RD4.88.F | 60 µM | 0,25 | 600 nM |
| Mbo.RD4.88.R | 60 µM | 0,25 | 600 nM |
| Mbo.RD4.88.S | 40 µM | 0,25 | 400 nM |
| MgCl2 | 25 mM | 9 | 9 mM |
| VOLUME DE MIXPOR TUBO (µL) | 22 | ||
| VOLUME DE DNA (µL) | 3 | ||
| VOLUME TOTAL(µL) | 25 |
*As condições da reação podem ser modificadas de acordo com o kit utilizado.
Quadro 4: Insumos e volumes utilizados na qPCR para β-actina 58*
| Reagente | Concentração | Volume | Concentração Final |
| Água livre de nucleases | - | 1,8 | - |
| PCR Master Mix | 2x | 5 | 1x |
| Β-actina.58-F | 10 µM | 0,375 | 375 nM |
| Β-actina.58-R | 10 µM | 0,375 | 375 nM |
| Β-actina.58-S | 10 µM | 0,25 | 250 nM |
| MgCl2 | 25 mM | 1,2 | 3 mM |
| VOLUME DE MIXPOR TUBO (µL) | 9 | ||
| VOLUME DE DNA (µL) | 1 | ||
| VOLUME TOTAL(µL) | 10 |
*As condições da reação podem ser modificadas de acordo com o kit utilizado.
Quadro 5: Programa de ciclagem para detecção do M. bovis, M. tuberculosis e β-actina 58
| Temperatura (ºC) | Tempo | Fluorescência | N° de ciclos |
| * | * | Off | 1 |
| * | Off | ||
| 95 | 15´´ | Off |
50
|
| 60 | 60´´ | On |
*Parâmetros definidos conformeo protocolo do kit de qPCR.
O relatório da corrida deveráser gravado como arquivo eletrônico para fins de rastreabilidade.
Critérios de aceitação do Ensaio
Nota: Alternativamente à eletroforese em gel de agarose, pode-se utilizar equipamento de eletroforese capilar e seus respectivos kits de análise.
Quadro 1: Oligonucleotídeos utilizados para PCRs
| Oligonucleotídeo | Tipo de PCR | Sequência | Referência |
|
TB11 TB12 |
PCR |
ACCAACGATGGTGTGTCCAT CTTGTCGAACCGCATACCCT |
Sales et al., 2014b |
|
Mb400F Mb400R |
PCR |
AACGCGACGACCTCATATTC AAGGCGAACAGATTCAGCAT |
Sales et al., 2014b |
|
Mtub-gyrB.F Mtub-gyrB.R |
PCR |
TCGGACGCGTATGCGATATC ACATACAGTTCGGACTTGCG |
Kasai et al., 2000 |
Caso a amostra seja destinada a realização de PCR direto a partir de amostra de tecido animal deve-se separar um fragmento de tecido, de aproximadamente 0,5 a 1,0 gramas, preferencialmente com lesão sugestiva de tuberculose, e acondicionar em criotubo contendo 500 microlitros de solução constituída por 450 µl de TE 1X e 50 µl de SDS a 10%.
A inativação e a extração da amostra serão realizadas simultaneamente através da adição de 50 µl de proteinase K e subsequente incubação em banho Maria a 56,5 ºC + 3,5 ºC (são aceitáveis valores entre 20 ºC e 60 ºC, conforme orientação dos manuais dos fabricantes da enzima) por processo overnight.
Em caso de estoque das amostras de tecido para PCR no DDB, realizar o procedimento até a etapa de acréscimo da solução de TE 1X/SDS 10% e congelá-las a uma temperatura menor que -20 °C.
A extração de DNA poderá ser realizada através de método automatizado, como por exemplo extração automatizada por beads magnéticas, ou por processo manual como por exemplo extração por colunas de sílica. Os métodos manuais utilizando kits de colunas de sílica são alternativas para o processamento de poucas amostras ou em caso de impossibilidade do uso dos equipamentos automáticos. Os procedimentos analíticos de extração de DNA deverão ser registrados em planilha específica.
Nota: Extrair juntamente com as amostras, um Controle de Extração (CE), correspondendo apenas aos reagentes empregados na metodologia. Este controle é dispensável nos métodos automatizados, como por exemplo, extração por beads magnéticas, cuja manipulação da amostra e processos manuais são mínimos. Já para extração de DNA por coluna, cujo método implica em diversas etapas de transferência da amostra, o Controle de Extração é obrigatório.
Nota: Outras diluições podem ser calculadas de acordo com os volumes necessários para o teste, desde que atendam a concentração final prescrita para o protocolo.
Nota: Considerar o volume para pelo menos uma reação de branco de reação, em que conste apenas os reagentes do mix de PCR e água livre de nucleases como template da reação.
Quadro 2: Concentrações dos reagentes para a PCR TB11/TB12
| Reagente | Concentração | Volume | Concentração Final |
| Água livre de nucleases | _ | 8,1 | - |
| Master Mix 5x | 5 x | 4 | 1x |
| dNTP | 10 mM | 0,4 | 200 µM |
| MgCl2 | 25 mM | 1,2 | 1,5 mM |
| TB11 | 10 µM | 2 | 0,4 µM |
| TB12 | 10 µM | 2 | 0,4 µM |
| Enzima Taq DNA polimerase | 5 U/µL | 0,3 | 1x |
| VOLUME DE MIX POR TUBO (µL) | 18 | 1x | |
| VOLUME DE DNA (µL) | 2 | ||
| VOLUME TOTAL (µL) | 20 |
*As condições da reação podem ser modificadas conforme o kit de PCR utilizado.
Quadro 3: Concentrações dos reagentes para a PCR Mb400
| Reagente | Concentração | Volume | Concentração Final |
| Água livre de nucleases | _ | 8,1 | - |
| Master Mix 5x | 5 x | 4 | 1x |
| dNTP | 10 mM | 0,4 | 200 µM |
| MgCl2 | 25 mM | 1,2 | 1,5 mM |
| Mb400F | 10 µM | 2 | 0,4 µM |
| Mb400R | 10 µM | 2 | 0,4 µM |
| Enzima Taq DNA polimerase | 5 U/µL | 0,3 | 1x |
| VOLUME DE MIX POR TUBO (µL) | 18 | 1x | |
| VOLUME DE DNA (µL) | 2 | ||
| VOLUME TOTAL (µL) | 20 |
*As condições da reação podem ser modificadas conforme o kit de PCR utilizado.
Quadro 4: Concentrações dos reagentes para a PCR Mtub-gyrB
| Reagente | Concentração | Volume | Concentração Final |
| Água livre de nucleases | _ | 8,1 | - |
| Master Mix 5x | 5 x | 4 | 1x |
| dNTP | 10 mM | 0,6 | 200 µM |
| MgCl2 | 25 mM | 2 | 1,5 mM |
| Mb400F | 10 µM | 1,5 | 0,4 µM |
| Mb400R | 10 µM | 1,5 | 0,4 µM |
| Enzima Taq DNA polimerase | 5 U/µL | 0,3 | 1x |
| VOLUME DE MIX POR TUBO (µL) | 18 | 1x | |
| VOLUME DE DNA (µL) | 2 | ||
| VOLUME TOTAL (µL) | 20 |
*As condições da reação podem ser modificadas conforme o kit de PCR utilizado.
Quadro 5: Programação para a PCR TB11/TB12
| Fase | Temperatura | Tempo | N° de Ciclos |
| Pré-incubação | * | 1 | |
| Ativação | ** | ** | 1 |
| Amplificação | 94 ºC | 45” | 35 |
| 56 ºC | 45” | ||
| 72 ºC | 45” | ||
| Extensão | 72 ºC | 10' | 1 |
* Verificar se o kit possui fase de pré-amplificação.
** Cabe ao analista verificar o tempo de ativação da enzima conforme a bula do kit.
Quadro 6: Programação para a PCR Mb400
| Fase | Temperatura | Tempo | N° de Ciclos |
| Pré-incubação | * | 1 | |
| Ativação | ** | ** | 1 |
| Amplificação | 94 ºC | 30” | 35 |
| 56 ºC | 30” | ||
| 72 ºC | 30” | ||
| Extensão | 72 ºC | 10' | 1 |
* Verificar se o kit possui fase de pré-amplificação.
** Cabe ao analista verificar o tempo de ativação da enzima conforme a bula do kit.
Quadro 11: Programação para a PCR Mtub-gyrB
| Fase | Temperatura | Tempo | N° de Ciclos |
| Pré-incubação | * | 1 | |
| Ativação | ** | ** | 1 |
| Amplificação | 94 ºC | 1’ | 45 |
| 55 ºC | 1’ | ||
| 72 ºC | 1’20” | ||
| Extensão | 72 ºC | 10' | 1 |
* Verificarse o kit possui fase de pré-amplificação.
** Cabe ao analistaverificar o tempo de ativaçãoda enzima conformea bula do kit.
O resultado do ciclo de amplificação poderá ser avaliado através de eletroforese em gel de agarose ou de equipamento de eletroforese capilar.
I – Os resultados deverão ser emitidos em documento denominado “Relatório de Ensaio”.
I –Anteriormente ao descarte de amostras e produtos de ensaio, deverão ser observados os prazos mínimos de retenção de itens de ensaio.
II – Anteriormente ao descarte de amostras e produtos de ensaio, deve ser realizado registro de descarte em formulário próprio e conferência.
III – Os materiais descartados devem ser separados adequadamente entre resíduos químicos e biológicos;
IV –O laboratório deve assegurar a biossegurança dos resíduos gerados, e seguir as legislações ambientais vigentes durante todo o processo do descarte.
I – Os isolados para análise de PCR devem ser armazenados por período mínimo de 12 meses a partir da realização das análises, em freezer a -20 ºC.
II – As amostras negativas devem ser armazenadas por período mínimo de 90 dias a partir da realização das análises, em freezer a -20 ºC.
BRASIL. Ministério da Agricultura e Pecuária. Portaria SDA/MAPA nº 1110, de 13 de maio de 2024. Institui diretrizes para publicação e manutenção de manuais técnicos no âmbito da SDA.
BRASIL. Ministério da Saúde. Centro de Referência Professor Hélio Fraga. Manual de Bacteriologia da Tuberculose. 3 ed. Rio de Janeiro: Fundação Nacional de Saúde, 2005. 239p.
Bielanski A, AlgireJ, Lalonde A, Nadin-Davis S. Transmission of bovine viraldiarrhea vírus (BVDV) via in vitro-fertilized embryos to recipientes, but not to their offspring. Theriogenology. 2009 Feb; 71(3):499-508.
C.J.C. Philips et al. The transmission of Mycobacterim bovis infection to cattle. Research in Veterinary Science 74 (2003) 1-15.
GRANGE, J.M.; YATES, M. D. KANTOR, I. N. Guidelines for speciation within the Mycobacterium tuberculosis complex. 2 ed. WHO/EMC/ZOO 96.4. 1996.
H. Kasai, T. Ezaki, S. Harayama. Differentiation of Phylogenetically Related Slowly Growing Mycobacteria by Their gyrB Sequences. Journal of Clinical Microbiology, Jan. 2000, p. 301–308.
HOLTON, J.; SHETTY, N.; V.MC DONALD. Efficacy of ‘Nu-Cidex’ (0,35% acid peracetic) against mycobacteria and cryptosporidia. Journal of Hospital Infection, 31, p. 235-244, 1995. ISSA, M.A. et al. Comparative Study of Mycobacterium bovis primary isolation methods. Brazilian Journal of Microbiology, v. 48, n.1, p. 139-144, 2017.
KENT, P.T.; KUBICA, G.P. Public Health Mycobacteriology: a guide for the level III laboratory. Atlanta: Centers for Disease Control. 1985. 207p.
Manual of Standards for Diagnostic Tests and Vaccines. Paris: Office International des Epizooties/World Organization for Animal Health. França. 2009, Cap.: 2.4.7: Bovine Tuberculosis, p. 1-16. http://www.oie.int/eng/normes/mmanual/2008/pdf/2.04.07_BOVINE_TB.pdf Acesso em 01/04/2010.
M.L. Sales (a), A.A. Fonseca Jr.1, L. Orzil1 Validation of two real-time PCRs targeting the PE-PGRS 20 gene and the region of difference 4 for the characterization of Mycobacterium bovis isolates. Genetics and Molecular Research 13 (2): 4607-4616 (2014).
M.L. Sales (b), A.A. Fonseca Jr., E.B. Sales, A.C.P. Cottorello, et al. Evaluation of molecular markers for the diagnosis of Mycobacterium bovis. Folia Microbiol 59 (3): May, 2014.
MOTA, P.M.P.C. Estudo da Esofagostomose como Fator Predisponente de Reações Alérgicas Inespecíficas da Tuberculose Bovina. Tese de Mestrado. Escola de Medicina Veterinária,.UFMG, Belo Horizonte, 1985.
Moura, A., Hodon M.A., Soares Filho, P.M., Comparison of nine DNA extraction methods for the diagnosis of bovine tuberculosis by real time PCR. Ciência Rural, Santa Maria, v.46, n.7, p.1223- 1228, jul, 2016.
Public Health Agency of Canada. Mycobacterium tuberculosis, Mycobacterium bovis – Material Safety Data Sheets (MSDS). Infectious Substances. Section I. Infectious Agent. http://www.phac-aspc.gc.ca/msds-ftss/msds103e-eng.php Acesso em 11/01/2011.
Soares Filho PM, Ramalho AK, de Moura Silva, Hodon MA, de Azevedo Issa M, Fonseca Júnior AA, Mota PMPC, Silva CHO, dos Reis JKP, Leite RC. Evaluation of post-mortem diagnostic tests sensitivity and specificity for bovine tuberculosis using Bayesian latent class analysis. Res Vet Sci. 2019 Aug;125: 14-23.
As sugestões para aprimoramento ou possíveis correções deste documento devem ser direcionadas ao Departamento responsável, para alinhamento das melhores práticas de mercado, legislação vigente e/ou regulamentações, que não tenham sido contempladas na versão vigente.
| Versão | Conteúdo alterado | Data | Motivo |
|---|---|---|---|
| 1 | - | Elaboração do documento | |
| 2 | Itens A, B | 31.03.2026 | Formatação, inclusão de item C para separação dos métodos - PCR em tempo real (B) e PCR convencional (C) |