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Ano 2026.
Elaboração, distribuição, informações:
Ministério da Agricultura e Pecuária
Secretaria de Defesa Agropecuária - SDA
Departamento de Planejamento e Estratégia do SUASA - DEPES
Esplanada dos Ministérios, Bloco D, Anexo A, 4º andar, sala 439
CEP: 70043-900, Brasília - DF
Tel.: (61) 3218- 2014
www.agricultura.gov.br
e- mail: depes.sda@agro.gov.br
Central de Relacionamento: 0800 704 1995
Equipe técnica: Cristyanne Barbosa Taques, Juliana do Amaral Moreira Conforti Vaz, Cristina Sabbo da Costa, Andreza Tavares Tomé, Clóvis Thadeu Rabello Improta, Guilherme Bandeira Cândido, Janice Elena Ioris Barddal, Jamyle Saad Maiolino Viana, Míriam Sayuri Sassaki, Karine Bordignon, Milton Leite Alves da Cunha
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Macroprocesso: 16 - Fomento à melhoria da qualidade e das práticas agropecuárias sustentáveis |
Objetivo: facilitar a organização e planejamento das ações a serem desenvolvidas pelos serviços de Defesa Agropecuária, sejam eles Autarquias ou pertencentes à Administração Direta por meio de um modelo padronizado que contenha elementos essenciais para serem considerados. | ||||
| Processo: 16.08 - Promover o uso de boas práticas e sistemas agropecuários |
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Entrega: Sustentabilidade, diversificação e agregação de valor aos agentes da cadeia agropecuária |
Público alvo e demais interessados: Instituições e serviços que executam ações de Defesa Agropecuária ou realizam trabalho de extensão envolvendo assuntos relacionados à Defesa Agropecuária. |
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Setor responsável e responsabilidades: Departamento de Planejamento e Estratégia do SUASA (DEPES): responsável por elaborar e revisar o manual sempre que houver necessidade, para atendimento ou atualização com base nas leis, regulamentações e normas internas aplicáveis. |
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A globalização é um fenômeno dinâmico, intenso e veloz. Neste contexto a Educação Sanitária se faz fundamental, tendo em vista que muitos países têm na agropecuária o alicerce para o seu desenvolvimento, relacionando-se diretamente com os Serviços de Defesa Agropecuária.
No Brasil não é diferente e as atividades agropecuárias também têm extrema relevância, porém as dimensões continentais do país constituem um desafio em diversos setores e também nas atividades dos serviços de Defesa Agropecuária.
Neste cenário, a Educação Sanitária desponta como um dos pilares de sustentação destas atividades e seu fortalecimento é uma responsabilidade a ser compartilhada entre setor público e privado.
É sabido que a relação entre a educação sanitária com a saúde humana, saúde animal, sanidade vegetal e o meio ambiente está condicionada por estruturas complexas, onde análises aprofundadas se fazem necessárias para sua maior compreensão.
Notoriamente, não existe um modelo singular e universal de abordagem junto aos diversos públicos-alvo, pois um processo de educação e comunicação eficaz deve, além de informar, provocar reações capazes de contribuir de forma contínua para o bom desenvolvimento das atividades relacionadas à defesa agropecuária. Para tanto, a informação veiculada tem de ser em linguagem simples, compreensível, de fácil assimilação e memorização, credível devendo ser adaptada ao público-alvo de acordo com nível de instrução e ambiente cultural.
Diante do exposto, nada mais oportuno e necessária a elaboração de um Projeto de Educação e Comunicação das Ações de Defesa Agropecuária em todas as unidades federativas, de modo padronizado e que contenha os elementos essenciais, a fim de facilitar a organização e planejamento das ações a serem desenvolvidas pelos serviços de Defesa Agropecuária, sejam eles Autarquias ou pertencentes à Administração Direta.
Sem pretensão de ser impositivo, mas sim, de ser um facilitador na elaboração de um planejamento voltado para tais atividades, apresentam-se abaixo as etapas a serem seguidas buscando o sucesso em uma única ação ou no conjunto de ações ou atos a serem executados.
Sendo um projeto multi-institucional, é importante que seja elaborado em conjunto com as instituições parceiras, previamente acordado entre elas quanto à sua participação. A colaboração e envolvimento de todas as instituições é relevante para o sucesso do projeto.
A. Título do projeto
B. Resumo
C. Introdução com a exposição da situação atual
D. Justificativa
E. Estado Final Desejado
F. Objetivos
F.1. Objetivo Geral
F.2. Objetivos específicos
G. Metas
H. Público – alvo
I. Rede de colaboradores e parcerias
J. Equipe e responsáveis
K. Estratégias
K.1. Metodologias
K.2. Produção de materiais de comunicação e educação
L. Recursos
L.1. Recursos Humanos
L.2. Recursos Financeiros
L.3. Recursos Materiais
M. Operacionalização e Cronograma de Atividades
N. Monitoramento, Avaliação e Retroalimentação de um Projeto Educativo
O. Readequação e Redirecionamento
É a representação da ideia principal da ação que se quer promover e, de preferência, deve retratar “o que”, “para quem”, “com que finalidade” e “onde”, formando um direcionamento do projeto. Se o projeto tiver um nome fantasia, este usualmente é indicado após o título.
É a descrição da ideia geral do projeto. Deve apresentar uma descrição concisa, considerando o objetivo, o público-alvo, a metodologia a ser aplicada, as principais ações e os resultados esperados. Como traz uma síntese de suas principais informações, é ideal que o resumo seja redigido após a elaboração do projeto.
Para elaborar a introdução, deve-se responder a seguinte pergunta: “Em que contexto está inserido o problema?”
A introdução apresenta o contexto, ou seja, o cenário atual da região/local onde se pretende desenvolver o projeto. Deve trazer informações gerais sobre a área de atuação do projeto, sobre a comunidade e os problemas socioambientais existentes, buscando aproximar o leitor da realidade em que o projeto está inserido. Análise da situação atual e da situação desejada do ambiente, com a definição do problema.
Poderá compor o final da introdução ou apresentada separadamente. Uma vez apresentado o contexto, é importante justificar a necessidade de intervenção e porque é relevante realizá-la por meio do projeto educativo. Na justificativa é preciso descrever o problema a ser enfrentado, as dificuldades e desafios sobre os quais as ações delineadas no projeto pretende atuar e os benefícios socioambientais esperados. Deve ser bem fundamentada, preferencialmente a partir de um diagnóstico da área de atuação: situação socioambiental, principais atividades econômicas, utilização dos recursos naturais e a caracterização do público-alvo do projeto. Descrever, quando houver, alguns dados qualitativos e/ou quantitativos sobre a problemática principal levantada. Compor com algumas referências bibliográficas, documentos oficiais, legislação e outras experiências semelhantes é fundamental para embasar a justificativa e valorizar assim a proposta delineada.
Perguntas que orientam:
• Por que executar o projeto?
• Quais são as razões pelas quais o projeto deve ser realizado?
• Como poderá contribuir para a solução ou amenização dos problemas identificados?
• Qual a importância do projeto para a comunidade?
• Quais os benefícios socioambientais e econômicos que o projeto trará para a comunidade envolvida?
• Qual o alcance do projeto diante do problema abordado?
É o ponto de chegada. Definir onde se quer chegar.
O que se deseja alcançar?
E em que período?
A partir da definição do estado final desejado e dos problemas identificados, define-se os objetivos gerais a serem alcançados.
É a descrição sucinta da situação que se deseja obter ao final do período de duração do projeto, mediante a aplicação dos recursos e da realização das ações previstas. Portanto, sua descrição deve ser clara e realista. Além disso, o objetivo deve ser passível de ser alcançado, por meio das ações e atividades propostas no projeto, sempre mantendo coerência com a justificativa. Geralmente, os objetivos são apresentados divididos em:
Reflete a situação principal a ser almejada e deve expressar o que se pretende fazer e alcançar no local a longo prazo. Deve apresentar, de maneira ampla, os benefícios a serem atingidos com a realização do projeto. O objetivo geral, somente quando alcançado coletivamente, representa o atingimento do Estado Final Desejado (EFD).
Fazem parte das etapas a serem percorridas para alcance do objetivo geral, são atendidos por meio das atividades desenvolvidas no processo todo do projeto. Refletem, portanto, os resultados esperados para estas atividades. Devem ser executáveis, viáveis, concretos e de verificação possível.
O que se pretende alcançar? Ou com que alcance? Em quanto tempo? As metas devem ser concretas, quantificáveis e temporais, ou seja, expressar o período de tempo necessário para que sejam alcançadas. Cada objetivo específico pode ter uma ou mais metas estabelecidas. Por meio das metas é possível, no decorrer do projeto, acompanhar o quanto estava previsto e o quanto foi realizado.
Descrever o(s) público(s) que será(ão) diretamente beneficiado(s) pelo projeto. A indicação precisa do público facilita o estabelecimento de linguagens e métodos adequados para atingir os objetivos propostos.
Assim, deve-se levar em consideração as características do público envolvido, como a faixa etária, o grupo social, a situação socioeconômica, dentre outros aspectos. A delimitação do público-alvo deve ser coerente com as metas e resultados almejados, podendo haver, se for o caso, a indicação de beneficiários indiretamente atingidos pelo projeto.
Perguntas que orientam:
• Quem são os beneficiários do projeto?
• Para quem o projeto está destinado?
• Como foram definidos?
• Quais as características deste público?
• Quais as particularidades que devem ser consideradas?
• Quantas pessoas serão diretamente envolvidas no projeto?
• Qual a estimativa de pessoas que serão indiretamente envolvidas?
• Como se dará a participação da comunidade?
Preparar uma lista com a descrição de quem são e quais instituições pertencem. Relevante fazer constar as principais participações, inclusive fazer constar nas peças de divulgação do projeto. Sejam nos meios físicos ou virtuais.
Procurar descrever a proposta de contribuição de cada instituição.
Descrever a equipe formada pelas pessoas envolvidas na concepção, elaboração e desenvolvimento do projeto: a coordenação, a equipe técnica, o pessoal administrativo, os consultores ou colaboradores.
Relacionar os profissionais das instituições participantes que irão se dedicar ao projeto é fundamental para demonstrar a capacidade destas de executarem o trabalho. Importante constar o nome do profissional, a formação ou qualificação, a função no projeto ou a dedicação ao mesmo. Caso haja previsão de contratação de profissionais que farão parte da equipe do projeto, ao invés do nome do profissional, deve-se indicar: “a ser contratado”, discriminando apenas a formação profissional exigida, a função no projeto e as horas de dedicação ao projeto.
Perguntas que orientam:
• Quais são os profissionais necessários para o desenvolvimento do projeto?
• Com quais profissionais a instituição já conta e quais serão os parceiros?
Há possibilidade de elaboração de Acordos de Cooperação Técnica entre as instituições?
• Quais são as especificidades necessárias na atuação destes profissionais?
• Quais serão os critérios de seleção dos profissionais? Como será avaliado o atendimento aos critérios para contratação destes?
• Existe a possibilidade de pessoas da comunidade local participarem do projeto?
• Estão envolvidos profissionais das instituições parceiras do projeto?
Envolve as metodologias a serem aplicadas, produção de materiais, a operacionalização, cronograma de atividades, prazo do projeto.
Descrever em tópicos por etapas as estratégias de ação de todo o projeto.
Perguntas que orientam as estratégias de ação:
Trata-se da descrição de como fazer. O método de trabalho descreve, passo a passo, o caminho para que as metas sejam alcançadas.
Desta forma, todas as atividades a serem realizadas devem ser descritas em detalhes, incluindo as técnicas, os instrumentos, os recursos necessários, a carga horária, o período previsto para a realização, os responsáveis (quais pessoas da equipe estarão envolvidas na execução), a divulgação, o registro, as formas de acompanhamento e as avaliações (resultados obtidos no percurso).
A Metodologia indica os referenciais teóricos, ideias e conceitos considerados importantes e que contribuem para nortear a prática do projeto, justificando os métodos escolhidos e garantindo maior consistência ao projeto. Neste momento, é relevante observar se o planejamento descrito no projeto educativo atende aos princípios básicos que norteiam as ações de educação sanitária. E, principalmente se as ações propostas não ferem estes princípios. Ou seja, se as propostas permitem dizer que cumprem com rigor com as diretrizes do Programa Nacional de Educação Sanitária em Defesa Agropecuária, o Proesa.
São estratégias de ensino desenvolvidas para ajudar o público-alvo a aprender de forma altamente participativa e autônoma, tornando-se protagonista do próprio processo de aprendizagem.
Exemplos:
Estabelecer a relação de materiais de comunicação e educação a serem elaborados e confeccionados bem como suas quantidades.
Identificar os recursos humanos que estarão envolvidos, a definição da equipe, desde os responsáveis pela coordenação, quanto aqueles responsáveis pela execução do projeto.
Definir os recursos financeiros, quando necessários, de acordo com as propostas delineadas, identificando os responsáveis por cada fase do projeto, inclusive identificar aqueles necessários para pagamento de diárias, custo de deslocamento, cooffe- breake, brindes, para as atividades presenciais.
Identificar os recursos materiais a serem utilizados durante o projeto educativo, como materiais de papelaria, flipcharts, banners, cartazes, data show, camisetas, brindes, dentre outros.
Tabela 01: - Custos do projeto (exemplo)
Um planejamento minucioso das atividades permite estabelecer formas mais eficazes de realizar o projeto, bem como prever os custos necessários e identificar antecipadamente situações que impliquem na alteração de estratégias para cumprir os objetivos propostos. Segue um exemplo de como podem ser apresentadas as informações a partir de cada um dos objetivos específicos do projeto.
Lembre-se que cada objetivo específico pode ter mais de uma meta, e desta mesma forma, cada meta pode ser cumprida por meio de mais de uma atividade (ação).
No cronograma de realização do projeto, podem ser incluídos, além do período de desenvolvimento de cada atividade, a previsão de entrega de produtos (vídeos, publicações, etc.) e relatórios. Exemplo: CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO, METAS E PRAZOS
Questão norteadora: Quando cada atividade será desenvolvida?
Propõe-se que seja definido um cronograma de atividades, conforme modelo de quadro abaixo:
Para a operacionalização, sugere-se elaborar uma tabela definindo por tarefa a ser realizada: o que fazer, por quem, quando, onde, por quê e como, conforme modelo abaixo:
Obs.: a descrição das atividades é ilustrativa, como exemplo. As atividades devem ser descritas conforme estabelecido no projeto, de acordo com os objetivos a serem alcançados.
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O quê? |
Quem? |
Quando? |
Onde? |
Por quê? |
Como? |
| Elaborar o Plano de Educação Sanitária da brucelose e tuberculose animal | |||||
| Elaborar livro Diálogos para prevenção da brucelose e tuberculose |
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| Submeter o material produzido à análise e homologação da Publicidade |
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| Elaborar e aplicar o Questionário CAP |
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Escrever o plano de ação para realização das Caravanas em parceria com instituições envolvidas |
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Realizar as Caravanas de educação sanitária |
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| Avaliação e análise dos indicadores definidos neste projeto |
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A execução do plano deve ser monitorada por meio de alguns indicadores a partir de um acompanhamento simples, devendo-se definir indicadores que correspondam a entrega ou finalização das metas propostas.
Avaliar também os impactos das atividades educativas. Indicando as formas que serão utilizadas para comprovar a realização das atividades.
Os meios de verificação estão diretamente relacionados com a meta proposta.
Para a retroalimentação do projeto é importante definir que formas de avaliação serão realizadas para que seja possível constatar se as metas estabelecidas estão alinhadas com os objetivos propostos visando alcançar o estado desejado.
Para avaliar a implementação de um projeto, sugere-se observar:
Importante verificar se há espaço de diálogo e troca de experiências entre os participantes.
Avaliação dos resultados do público-alvo, sugere-se observar, relatar e registrar:
Observar que as informações obtidas junto ao público-alvo podem alterar vários aspectos de um projeto, inclusive alterar a metodologia pedagógica, o tempo, o espaço, o tipo de abordagem, o material utilizado e ainda, outros aspectos que surgirem. Deve-se discutir com a equipe os relatos do público-alvo, tanto positivos como negativos, pois os aspectos positivos motivam à equipe envolvida a dar continuidade nas ações e os aspectos negativos elucidam os pontos a serem corrigidos.
Importante que toda a equipe avalie todos os aspectos propostos no projeto. Avaliar os indicadores de forma a verificar se as metas estão sendo cumpridas. Caso necessário é sempre possível readequar as ações caso haja alguma intercorrência, respondendo as seguintes perguntas:
• Como corrigi-la?
• Há necessidade de aprofundamento do tema?
• Como e quando incrementá-lo?
• É igualmente relevante avaliar se algo está extrapolando o tema proposto, e como recompor a ação para redirecionar a meta estabelecida.
• O público apresenta reações positivas e receptivas às ações propostas?
• Deve-se avaliar se há incômodos, levantar quais foram e como puderam ser equacionados.
Por fim, definir se o processo obteve êxito. Se no processo houve algum tipo de intercorrência e qual foi a possibilidade de correção e adequação deste fato.
• Quais os resultados conquistados?
• Quais as impressões positivas?
• Quais as parcerias se fortaleceram? Quais as recomendações?